segunda-feira, julho 13, 2009

Complacência, omissão e culpa

(Adriana Vandoni) Iniciou-se aqui no blog um saudável debate sobre a omissão da sociedade diante dos desmandos e da corrupção. Em um post sobre o resultado positivo depois de uma crítica, o leitor Ppplg fez uma interessante observação, que quero aqui comentar um trecho:

Adriana! Eu até concordo com você, mas precisava você mexer com o brio das pessoas ... ????

Infelizmente, sim. Precisa mexer com o brio dos pessoas enquanto ainda ha. Acredito que no Brasil os desvios (de comportamento, de dinheiro, de função, etc) estão de tal forma banalizados, que só conseguiremos alguma mudança nesse cenário, quando os relapsos ou corruptos voltarem a sentir vergonha quando delatados. É preciso expô-los, é preciso reprovar seus atos. Temos que olhá-los com olhar de censura, sob pena do desvio virar regra. Afinal, a corrupção que o Brasil enfrenta, ultimamente com mais frequencia, é uma doença ética e omissiva.

Repare, não se trata de alguns indivíduos que delinqüem, mas de toda ou a maior parte de uma população, que ao tomar conhecimento de um crime, acha corriqueiro, banal. E é corriqueiro e banal nos dias de hoje, mas jamais pode deixar de ser motivo de indignação, reprovação e alvo de críticas.

Lembre-se que o Brasil vive hoje o resultado de anos de complacência e omissão, que acabam por fazer de cada brasileiro, conivente ou cúmplice. E a democracia de nada vale quando o povo é omisso.

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